] quarta-feira, outubro 24, 2007
 
orwell, aspirinas, tintura-creme, kafka e foucault
lógico que estou procrastinando. preciso montar uma apresentação pra aula de imagens e representações e eu simplesmente estou aqui procrastinando. no trem, hoje, pensei no livro que me gritava de dentro da mochila. e que eu não abri, porque estava querendo viajar sem ter que ler nada. já li esse livro, mas tinha que ler de novo, pra apresentar amanhã algumas questões sobre pra discutir em aula. mas sabe, ele fala de coisas que eu não tou com saco.

tentei fazer uma apresentação bem bonitinha num editor de vídeo do linux, mas me dei muito mal porque sou uma tosca, então vou demorar até o seminário da puc pra fazer a apresentação, porque ainda preciso aprender como se lida com esse tal programa hediondo.

ontem vi O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA e fiquei pensando se já não era hora de eu abandonar a violência como interesse geral e de pesquisa e me dedicar aos pássaros, pensar em soluções pra deixar minha sala limpa por mais tempo ou mesmo tirar um tempo (tipo, anos) pra me dedicar aos meus cabelos.

como fazer chapinha, por exemplo, nesses cabelos que eu não consigo domar, sem ficar com cara de cu?

antes de dormir, sempre vejo dois episódios de THE OFFICE, só pra relaxar. e tem dado certo. tenho dormido melhor.

hoje, aliás, me senti em pleno seriado. nos mudamos, lá no trabalho, pro reformado escri. estamos todos num salão de banco estrangeiro agora. baias nos separam e nos agrupam. não pode isso, não pode aquilo. cheiro de carpete novo impera, embora predomine o descontentamento geral com esse passo na contra-mão da história. no primeiro dia de chuva, quero ver prevalecer o contentamento dos idealizadores com o acarpetado.

agora, pra seguir uma tendência (qual? onde? como? quando?), estamos todos num mesmo salão. a idéia era a de integrar, na camada discursiva superficial. nos interstícios (ou nos intestinos), só bobo não entende que a tendência é vigiar. vigiar e punir. tanto que a salinha fechada fica no fundo do grande salão. se alguém for levar xixi, imagina-se, vai primeiro ter que desfilar em carro aberto diante de todo o setor.

os silenciamentos nesse discurso (oi, james!) ficam por conta de nós mesmos. existe cochicho discursivo? porque é esse que vai dominar. a fofoca não vai acabar. ela vai é brotar de todos os cantos, por entre as baias, ao lado do bebedor, no banheiro, pelos corredores.

eu ganhei uma mesa de frente pra janela que dá pra rua. posso ver uma árvore e os caminhões chegando e saindo com produtos da fábrica. fico de costas pra quase todos. odeio isso. não por ter coisas escusas a fazer no computador, porque não tenho tempo (mesmo) pra isso. mas porque não existe coisa mais desagradável no mundo no meu trabalho que estar fazendo uma coisa e ter um chefe chegando por cima do meu ombro. odeio.

foi assim que hoje me senti no seriado esse, THE OFFICE. mobiliário bege (eu falei que odeio bege?), porque as tendências são seguidas, mas ninguém nunca disse que beges e marrons dão aparência de sujeira. a modernidade e a contra-mão da modernidade. meu computador continua lento. meu corel continua dando pau. eu continuo tendo que fazer layouts numa tela de 15 polegadas. baias. um nome, um conceito, uma sina.

[ Penkala ] 18:50 ] 7 comentários

 
eu uso óculos




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