] segunda-feira, outubro 29, 2007
 

Trabalhar em um distrito industrial me faz pensar na vida do meu pai. Que trabalha em um distrito industrial desde antes de eu nascer. Todos os dias, sete e pouco da manhã, atravessa a cidade, passa pela rodoviária, anda um bom bocado de estrada, até chegar À FÁBRICA. Como ele sempre chamou. “lá nA FÁBRICA”. Embora a empresa tivesse e tenha nome. Aí eu olho pela janela, essa minha vida de escritório, e vejo, debaixo duma chuva fina, o caminhão que deixa a fábrica, o gramado com um trabalho paisagístico bem típico de grandes empresas, essa máquina que nunca pára, e eu aqui respirando um cheiro estranho proveniente dos ares condicionados, com o nariz cocçando por causa do novo carpete, torcendo pra que o relógio tenha um piriri e corra, corra e me deixe sair daqui.


Não posso vir com aquela minha camiseta adorável do Che. Quase não se vê o rosto preto dele no meio do roxo do tecido da camiseta. Se eu quiser ser despedida, chego aqui numa segunda feira de cabelo azul, piercing no nariz e aquela camiseta do Che. Desfilo em frente à sala do presidente.


[ Penkala ] 19:44 ] 4 comentários

 
eu uso óculos




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