] sábado, janeiro 12, 2008
 
então eu perguntei pra minha mãe:

- eles deixam a gente ter muitas profissões?

eu era pequena e, na minha logiquinha de criança, teria alguém que regulava isso, sabe? isso de a gente ter uma profissão e quantas fosse possível. ou não.

mas a minha mãe, provavelmente como todas, que já vêm com um plugin que faz com que elas magicamente compreendam essas logiquinhas doidas, então a minha mãe disse:

- lógico!

eu acreditei, né? porque, bom, a gente acredita horrores em tudo que mãe diz.

bom, se era lógico, então belê, porque eu ia querer todas essas profissões que eu queria ter.

e eu queria ter várias. já falei de uma delas aqui. quando falo, é bizarro, mas eu queria ser médica legista (essa foi um pouco mais tarde, eu já era mais velhinha. tipo assim, eu devia ter uns 10) porque eu achava que a rotina dum médico legista era descobrir a causa mortis das pessoas (é, nem sempre como a gente imagina, mas enfim...). pra mim, isso incluia montar rosto em crânio e descobrir quem era a pessoa, o que era fácil, se eu tivesse uns 20 ou 30 lápis amarelos daqueles com a borracha colada no fundo. eu vi isso no macgyver: ele colocava borrachas de lápis amarelo no osso e depois esculpia a cara.

vamos nos combinar que isso é muito legal.

mas então, as profissões. eu queria ser aeronauta, e eu queria ser veterinária, e escritora, e professora de ciências, e cientista (eu achava que cientista era aquela figura que ficava no laboratório fazendo testes e experiências e tal). queria ser química, e bióloga. e, claro, eu queria ser arqueóloga.

. eu não podia ser aeronauta, porque odeio milico (e porque eu tenho obturação no dente);
. e veterinária também não, porque teria que, eventualmente, matar pra estudar. e eu não mato bicho, né? ok, cupim. e aranha, se ela estiver perto de mais. os que eu como eu não mato, mas não fico tão confortável com isso... ah, e provavelmente eu mataria cobras, se soubesse que elas são perigosas e achasse uma em casa (sim, porque eu já peguei cobra na mão. e sem piadinha, façavor);
. e cientista, bom, lógico que não. pelo mesmo motivo que não poderia ser química. foi achando que a química era uma coisa linda desse mundo que eu quase matei 30 estudantes, uma professora e cometi suicídio. riam, porque agora parece engraçado. mas nunca me deixem com ácido sulfúrico e hidróxido de ... era de sódio? acho que sim. algum químico aí ajuda?
. médica legista não, né? medicina com vivos não me atrai e eu teria que fazer medicina com vivos por seis anos pra poder fazer forense por mais outros sei lá quantos. da biologia eu desisti porque fiz vestibular pra comunicação, mal sabia eu que com diploma de biologia poderia ser perita da polícia, hein? burra. ou com um de química, mas, veja bem, eu poderia matar toda uma equipe de peritos antes de descobrir a causa mortis de um sujeito já morto.
. e arqueóloga... eu não fiz porque não tinha, na época, como estudar isso. tinha "só no exterior". mas eu não posso ver dinossauro, hein? e coisa enterrada. não posso. ainda quero ser arqueóloga. óbvio que eu era o Indiana nas minhas fantasias. mas eu fiz vestibular de ciências sociais (esses maconheiros!) e de jornalismo.

porque eu fiz isso, hein? porque eu queria escrever. e porque eu queria ser correspondente de guerra (aliás, cinegrafista, principalmente).

bom, eu odeio guerra, né? mesmo. por motivos muito parecidos com os que me fazem detestar milico. mas guerra é um dos meus interesses. além de dinossauros e crânios. e máquinas vintage de fazer filme.

eu vou ser professora de ciências (da comunicação). e escritora, assim que tiver pilas pra todas as outras pessoas além da minha família saberem que eu sou. e talvez eu tope o dedão num fóssil e descubra que existe dragão e que eles são dinossauros. mas minha mãe deveria ter pego leve com aquele LÓGICO.

[ Penkala ] 16:47 ] 2 comentários

 
eu uso óculos




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