] terça-feira, fevereiro 05, 2008
 


da série filme intimista no texas onde o tommy lee é um homem da lei e tem falas em espanhol
veja bem, tu vai no cinema na segunda detarde. metade da população que pode está fora de PoA. a outra metade que pode sair, está dividida entre os que curtem carnaval e os que fogem dele. na sala de cinema eu pensei que estava acompanhada de (quase lotado, hein?) pessoas dessa última laia. não era estranho, portanto, que elas tenham escolhido

NO COUNTRY FOR OLD MEN

pra ver nessa segunda de * cóf * carnaval. a despeito da esposa pé na cova que escolheu o lugar mais alto da sala provavelmente esperando que o marido de bengala e mais pé na cova ainda viesse com as pipocas e tivesse um infarto tentando subir até onde ela tava, achei que todos no cinema estavam ali pela alegria de ver um filme estranho pra fugir da geral do carnaval. me enganei quando o casal acompanhado duma mulher, atrás de mim, começaram a falar merda, colocar os pés DES-CAL-ÇOS do meu lado e ficar esfregando dedão no dedo do lado, sabe? quando tocou o celular de um deles, bem alto, eu tive que contar até 10.

enfim. nem todas as pessoas que escolhem filmes bacanas pra ver são civilizadas.

e o filme é bacana. principalmente porque tem o javier barden (o sujeito que faz a melhor cara de demo do cinema) fazendo um papel interessante e o tommy lee sendo bom ator como sempre. depois de TRÊS ENTERROS, acho que tommy lee finalmente foi respeitado como ator.

o filme fala de (atenção, não vou avisar de novo, eu conto plots, conto finais de filme, conto quem morre... se bem que, nesse filme, praticamente até a mãe do badanha morre) coisas bem simples. é um filme de "mensagem". e a mensagem é bem simples, até. o que conta é o filme em torno da mensagem. pensem como quiserem, mas javier (anton) é a morte, a própria, e não o demônio, mas a própria crueldade da morte, a crueldade humana e a inevitabilidade desse fim. llewelyn representa a fraqueza humana, a falha de caráter, os erros que se comete e os acertos que são pequenos demais diante da morte. na verdade, ele representa a humanidade toda, em menor ou maior escala. e o xerife bell (tommy lee) é a própria luta contra essas duas forças: a falha humana e a inevitabilidade da morte. mas ele é, também, humano. e vai, também, morrer. como, aliás, ele percebe no fim do filme, quando sonha com o pai indo na frente e preparando o caminho pra quando o filho passar dessa pra melhor.

ou não.

né?

filme bonito, de excelente fotografia. e, como sempre, uma obra prima de roteiro (e direção) dos irmãos ethan e joel coen (de fargo, um dos melhores filmes, pra mim).
indicado ao oscar, já reconhecido em outras premiações, não me interessa muito se NO COUNTRY FOR OLD MEN (o título em português, ONDE OS FRACOS NÃO TÊM VEZ, eu me nego a colocar aqui. ops, já coloquei) ganhar ou não a estatueta da academia. barden e lee jones, pra começar, já garantem meu respeito. coen também. e o oscar, a gente sabe, não quer dizer porra nenhuma.

a única coisa que talvez não tenha me agradado muito foi a cena em que anton bate com o carro (ou melhor, leva uma porrada de outro carro). mas, pensando bem, até é divertido dizer exatamente o que vai acontecer só pelas dicas visuais.

bom pra se ver no cinema, de preferência umas duas vezes. e bom pra ter na estante.

[muito destaque pra atuação de josh brolin (llewelyn) e kelly macdonald (carla jean, mulher do llewelyn)

[ Penkala ] 19:18 ] 8 comentários

 
eu uso óculos




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