] terça-feira, fevereiro 12, 2008
 
E.R.
segunda de carnaval:

- hospital ***, Fulana boa tarde
- oi, eu queria marcar uma consulta
- qual é a especialidade?
- clínica geral
- convênio ou particular?
- convênio ***
- quarta-feira

hã... pensei... quarta não vou poder, será que tem pra quinta ou sexta?

- tem um outro horário além de quarta?
- feriadão de carnaval só na emergência. quarta-feira.
- sim, mas não quero pra hoje, queria saber se tem horário na quinta ou na sexta...
- quarta, a partir das sete da manhã, tu liga pra marcar

hã... ok. eu estou sendo cretina ou a guria é uma cretina? porque, né? desprovida, não?

tipo, além de me perguntar dados pra depois me mandar ligar quarta, ela fala quarta como se eu fosse adivinhar que É PRA LIGAR QUARTA, e não que tem consulta pra quarta...

fiquei tão puta que achei bem feito ela estar trabalhando no feriadão. APA! pra aprender a falar direito no telefone (tá, duvido que aprenda... nem trabalhando mais uns 20 carnavais)

....

aí não aguentei. manhã de segunda, CHOVE NA CIDADE DE PORTO ALEGRE, e toca pra urgência (que a consulta era pra quarta, 13). eu lá, com aquela cara que eu tenho quando estou com muita dor. andando de um lado pra outro por causa da dor, depois de percorrer o campus do hospital toooooooodo pra achar a emergência, superbemsinalizadadocaralho, e a lerdinha do atendimento lá, com aquela cara. eu não sabia o que deveria dizer, afinal, nunca estive numa portaria de emergência. custava ela perguntar que tipo de emergência ou qualquer coisa? não, eu fiquei olhando pra ela e ela pra mim até que eu disse: é urgência, convênio (estiquei a carteirinha e a identidade), dor assim e assim e talicousa (imagino eu que agora é que ela me encaminha pro setor competente, ou não? porque tive que adivinhar, né? plena dor dos infernos e tenho que adivinhar que porra de informação ela queria pra digitar na bosta do computador).

* ando dum lado pra outro, impaciente de dor, e tonta, nauseada e com enxaqueca de dor (aham, tem até dor de dor, na minha lógica. não tem neguinho que vomita por causa de dor? pois eu tenho dor de cabeça e pernas inquietas por causa de dor).

a criatura demorou uma pá pra preencher uma entrada lá. aí me pediu O CARNEZINHO. (fora que falava tão baixo que eu, já SURDA de dor [aham, também fico surda. deve ser efeito da náusea e da enxaqueca, vai saber] tinha que perguntar "como?!" a cada frase da mulher).

- olha, não trouxe o carnezinho... (querendo dar na cara da mulher)

(veja. o carnezinho. a pessoa em casa, em plena DOR, e lendo pela enésima vez o manual e o guia do plano de saúde pra saber o que levar de documento. em todos os casos, mas principalmente em emergências e urgências, levar CARTEIRA DE IDENTIDADE e CARTEIRA DO CONVÊNIO). porra! né?

ela se estica na cadeira, lerda, e me mostra algo escrito na carteirinha do plano. um "c/ carne" em alto relevo do lado de milhões de números. apesar de eu não ter achado que seria tipo chilly con carne, né?, eu pensei que, pombas, sei lá, aquilo era qualquer coisa, menos "leve seu carnê quando for pro hospital, mesmo numa emergência". ninguém disse isso nunca pra mim e onde deveria estar dito, no guia e no manual, não estava. (olhei no manual em casa depois de novo. tinha foto ilustrativa informando o que cada número queria dizer (aqui, sua matrícula, aqui, seu nome completo, aqui o número de vezes que você falou merda antes dos 5 anos...), mas o "c/ carne" estava lá e nada dito sobre o dito.

e eu já tava balançando, de tanta dor e raiva. ela ficou acho que com medo dos meus xingamentos a outrem (sabe aqueles? olhando pro céu, "era só o que me faltava, ninguém nunca me avisou dessa bosta, vou te contar"...) que foi ligar pro plano pra confirmar se eu tava confirmada no tal convênio. se era válida minha carteira.

tipo. morri de *** (insira aqui uma hipótese diagnóstica, já que eu não sabia o que eu tinha) e nasci de novo, sendo que no budismo a reencarnação demora 49 dias pra acontecer, e a mulher ali ainda, perguntando pro convênio e liberando a tal da coisa toda.

- pode aguardar ali que já vão lhe chamar.

(eu me pergunto se não começou mal essa minha relação com o tal hospital)

tá, e era isso que eu tinha pra dizer. assim, acabou o post abruptamente, mas isso aqui não é redação.

ah, tri já ia me esquecendo.
quando num hospital diz que não se pode fumar, é de bom tom (senso, né? SENSO, porque tom é o caralho!) que tu não fume do lado de fora, embaixo da janela que dá pra dentro do hospital e, principalmente, que tu não fume parado um metro pra fora da porta de abertura automática do hospital.

[ Penkala ] 14:41 ] 8 comentários

 
eu uso óculos




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