] segunda-feira, fevereiro 18, 2008
 


JUNO
Vi Juno, filme de Jason Reitman (o mesmo de OBRIGADO POR FUMAR, que eu achei sofrível, ao contrário da maioria das pessoas que eu conheço), com roteiro escrito por -- tá, ô clichê desgraçado falar que a roteirista é a escritora-stripper-blogueira -- Diablo Cody (uma tal de Brook Busey-Hunt). pra começar, o rótulo de filme indie já me incomodou um pouco. acho indie pouco pra que nasça um estilo de filme disso. no fim das contas, fica me parecendo: filme indie, viu um, viu todos. evito, portanto, a classificação. é um filme de estilo notadamente modinha, mas que acaba sendo comparado por aí com uns GHOST WORLD da vida, LITTLE MISS SUNSHINE, AMERICAN SPLENDOR e NAPOLEON DYNAMITE e coisas que tais. nesse sentido, o que talvez possa fazer o filme VALER é a atuação, um roteiro bacana, um plot bem interessante, ou alguma originalidade. vou te dizer: achei juno a cara de ghost world, ambos muito pobrinhos, a não ser pelo quesito que talvez seja o mote desses filmes, que é a cultura pop a milhão correndo pelas veias. já little miss sunshine e american splendor, completamente pelo contrário, são filmes bastante originais, ainda que um ou outro aspecto pareça manjado (e, sim, é. little miss... tem um argumento mega clichê do caralho, por exemplo. mas outras coisas superam isso). não sei bem o que pensar de juno ainda. um ou outro momento são interessantes, como a lenta humanização da mãe adotiva aos nossos olhos, a falta de preocupação bastante saudável para com qualquer julgamento moral, estético ou de qualquer gênero entre os personagens (juno é uma mocinha inteligente e tremendamente conhecedora de uma certa cultura e tem uma melhor amiga líder de torcida, a leah -- personagem cativante, aliás, muito mais, talvez, que a própria juno; ela é apaixonada por um guri que dá pena, de tão bocabertinha; quando fica grávida os pais não agem de modo convencional, mas também não com negligência... mas nada disso é muito questionado no filme, o que torna juno, como o gênero ("indie"?), leve. talvez bom pra ver sem compromisso, mas nada além.

UP-DATE (especialmente pra Raquel): devo dizer que achei JUNO um filme muito bonitinho. de verdade.




HÉRCULES 56
Documentário interessante do Silvio Da-Rin, filme brasileiro que conta com depoimentos de organizadores da ação e presos libertados e documentos de época pra reconstituir o seqüestro do embaixador norte-americano no Brasil Charles Elbrick, em setembro de 1969. Entre os cabeças da ação política daqueles dias de setembro -- que viraram filme de ficção em O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? --, fala Franklin Martins, hoje jornalista e mais recentemente Ministro da Comunicação de Lula; entre os libertados, José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil do Lula. O nome, HÉRCULES 56, faz referência à nave da Força Aérea Brasileira (FAB) que levou os 15 libertados pro México, naquele 7 de setembro do último ano da década de 60, logo depois do homem ter pisado na lua e de terem começado os anos de chumbo da Ditadura Militar no Brasil, com o AI-5, em dezembro de 1968.




O BALCONISTA II
último filme do kevin smith e uma continuação do seu primeiro filme, O BALCONISTA, de 1994. tão bobinho quanto o primeiro, muito mais pesado que o primeiro, extremamente mais melado que o primeiro, e totalmente o filme de sempre do kevin smith, o que não significa que eu não goste. adoro o cara e adoro os filmes dele. mesmo sendo os mesmos (a não ser pelo CHASING AMY, que é bem peculiar), os filmes dele valem. demérito: terem lançado o ben affleck. mérito: terem lançado o jason lee. mérito: serem filmes bom pra geek de cinema ver. demérito: terem feito a gente agüentar o jay, que é muito sacal. pra quem não gosta do smith, nem dos filmes dele, e nem do conceito todo por trás dos roteiros do cara, o segundo balconista vale pela discussão entre fãs de star wars e de senhor dos anéis. eu, que não sou fã de nenhuma das duas séries de filmes, dei muita risada com isso.

agora vamo vê colé que é a de SWEENEY TODD, mais um filme do burton sobre um sujeito doido e triste de cabelo desgrenhado que usa instrumentos perfuro-cortantes e que é interpretado pelo johnny depp. me dói é pensar que o diabo do filme é um musical. blé.

[ Penkala ] 20:39 ] 1 comentários

 
eu uso óculos




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