] quarta-feira, março 26, 2008
 
eu moro num prédio habitado por loucos e freqüentado por doidos

ou isso ou minha idéia de normalidade é muito careta. agora mesmo fui atender ao interfone. uma voz de homem rosna algo como "* falá co *áto" (imagino que seria um "quero falar com o renato e que a rosnada do cara tenha impedido as palavras de saírem humanamente inteligíveis, mas como eu me tornei expert em gente grossa que rosna quando vai falar, respirei fundo e continuei): "não tem ninguém aqui com esse nome (ok, não conheço nenhum renato no prédio).

demora um pouco pra rosnar de novo: "* * fazenutrabalh pá ele. um seô baxi'o". eu respiro e penso em como seria se eu tratasse gente idiota (ou que está idiota) como idiota: "ok, então o senhor procura o renato, porque eu já disse que não é aqui, ou o senhor ficou surdo agora? sabe quantos baixinhos tem nessa vizinhança?" mas aí eu respondi apenas um "mas não mora ninguém aqui com esse nome". pensei, ainda, em dar o apê do síndico, pra ver se ele saberia quem é renato, mas aí me lembrei que a) o síndico não tem que aturar esse tipo de coisa sempre também; b) se tu tá fazendo um trabalho pra alguém e não sabe onde essa pessoa mora se disso depende o trabalho, ou tu vai te lascar e aprender isso ou vai aprender pelo menos a pedir informação.

no que desligo o interfone, escuto urros e passos de pé grande e gritinhos fininhos. no caminho pra ver do que se tratava, reconheci os urros como sendo a voz de uma vizinha (ela anda de pé descalço por todo o prédio e vizinhança, ela é metida, ela invade a privacidade dos outros e evade a dela, ela leva o filho e a nora até a frente do prédio vestida de baby doll (ela tem uns 60 anos) e ela tem uma voz irritante) e vi no olho mágico que era a vizinha brincando com o neto (NA PORTA DO MEU APARTAMENTO!). saíram correndo pelo corredor.

muito saudável isso se a) não fosse na porta do meu apartamento e b) se não fossem urros e gritinhos que fazem qualquer um acreditar que tá dando merda em algum lugar.

aí tu soma isso à véia que usa um perfume tão terrível que deixa o hall do prédio pesteado por horas, aos moradores mal educados que nunca dizem oi quando tu diz oi... e também aos vizinhos de porta que são completamente débeis e que acham que o filho é apenas uma criança, mesmo que ele faça barulhos (em todos os horários) e cometa coisas compatíveis com um monstro; vizinhos estes que costumam colar o dedo na campainha da própria porta até serem atendidos (e eu escuto tuuuuudo). e também aos risos histéricos da vizinha de baixo toda vez que vê zorra total, ao cachorro histérico dessa mesma vizinha que tem ataques do nada, à gata enorme dessa mesma vizinha que sai pra dar a bunda pela vizinhança e volta sempre quando eu estou começando a dormir (primeiro ela chega miando um miu irritante, depois ela se joga na grade da vizinha, fazendo um barulho que seria facilmente confundido com o de alguém tentando entrar pela minha janela, e depois tu ouve a vizinha abrindo a janela com um barulhão, falando com a gata e depois fechando a janela com outro barulhão). aliás, essa mesma vizinha é a que me manda calar a boca quando estou discutindo com o marido, em pleno sábado-dez-hora-da-noite, dentro da minha casa.

te juro, se eu acordar de guampa virada dia desses vou ser processada.

[ Penkala ] 15:16 ] 0 comentários

 
eu uso óculos




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