] quinta-feira, junho 12, 2008
 
tive que ir ao cinema ver um filme pra comentar. quem me enxergasse dando banda no arteplex numa quinta detarde era capaz de pensar que minha semana estava totalmente livre.

um exercício de imaginação, né, porque essa semana não apenas não está livre como está me soterrando. tanto que foi preciso força de vontade, determinação e muito jogo de cintura (de quem é essa frase, hein? minha que não!) pra fazer do jantar de dia dos namorados de hoje um compromisso firmado em cartório. porque casamento é compromisso, né? vai lá saber quando vai ser o próximo dia em que eu e o marido vamos estar mais ou menos livres na mesma hora (que não seja no meio do sono). mas enfim, semaninha do cão essa: todos os frees pra entregar, todos os prazos do mundo explodindo e eu meio doida no meio de tudo isso, precisando dar jeito no projeto da tese que a minha orientadora já tá quase chorando com esse objeto que nunca aparece!

mas aí eu fui pro arteplex pra ver o filme. como ainda tinha tempo antes do filme e a cultura era ali, ó, tão do lado do cinema, eu fui pra livraria pra ver se um livro que eu e minha orientadora queremos estava na loja, que aí eu já levava dois (dá 5 pila de livro aí, tio!).

mas por que, né?

por que motivo a pessoa aceita essa desculpa esfarrapada pra entrar na livraria? hein? por que motivo a pessoa quer se enganar desse jeito? não basta, né?, ficar engordando a lista de "a comprar" da internet e daqui a pouco ir lá e mandar vir uns 5, 6, talvez 10 livros. tinha que ir. sentir o cheiro. pegar o livro na mão e abrir. né?

mas eu me redimi com tudo isso. só consegui aplacar a fúria incontrolável - auto-indulgenciada pelo "masuquequieu-vou-fazer se eu preciso de livros pro doutorado?!" - de comprar livros quando (tá, nem foi tanto, vá!) tive a brilhante idéia de direcionar o "livros pra mim" pro "livros de presente".

a-quem-eu-quero-enganar? vai tudo pra mesma estante.

mas então foi (pra estante) assim:


A imaginação, do SARTRE. pro marido, que adora esses escritores alegres


Crime e Catigo, do FIÓDOR. pro marido também, que é chegado numa literatura russa (o que "temos" é da mãe


A revolução dos bichos, do ORWELL, porque tinha porco na capa



O olho interminável, do AUMONT, pra tese, que eu espero que não seja interminável



Filme e subjetividade, do Rogério LUZ, que eu espero, plis, que seja bom

[ Penkala ] 16:46 ] 5 comentários

 
eu uso óculos




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