] quarta-feira, julho 16, 2008
 
O beijo, amigo, é a véspera do escarro

porto alegre vai ganhar o título de capital ocidental do escarro em via pública (só pode). porque no oriente a china já comanda em termos de nojeira na rua. a cada dois ou três metros, no centro ou no bairro, tu precisa desviar tuas solas dos mais variados formatos, consistências e cores de escarros no chão. imagina quanta nojeira tu levaria pro chão da tua própria casa andando sem olhar pra baixo numa cidade dessas? (pelotas, por sua vez, é a cidade que eu conheço com mais cocô de cachorro EM CALÇADA por metro quadrado. e olha que eu bato perna em pelotas, hein?)

ninguém acha nojento, não? ninguém acha podre ficar convivendo com as bactérias dos outros materializadas no que elas cospem no chão? porque já basta todo o tipo de nojeira de que tu desvia quando anda nas ruas (porto alegre é uma cidade onde os donos de cachorro recolhem seus cocôs - seus as in "dos cachorros" - com saquinho e colocam no lixo, mas como tem muito cachorro sem dono, ainda tem cocô na rua, como em qualquer outra cidade grande... ou média, como pelotas). bom... se as pessoas não dão a mínima pra piscina de vírus que são os ônibus, onde bastou fazer 20 graus pra elas se lacrarem dentro do coletivo, respirando, assim, nos espaços superlotados, o mesmo quente, fétido, doente e viciado ar, por que ficariam agoniadas com os cuspes? eu sou uma superforça pra gripe. quase nunca pego uma. quando muito, um resfriado de dois em dois anos. bastou eu dar uma volta de ônibus em porto alegre, em horário de pico, com uma temperatura de 15 graus (portoalegrenses, amigos, 15 graus não é frio o suficiente pra vocês ficarem lacrados dentro dos lugares. nem ao menos pra botar pala ou poncho, ok? sejam menos fiasquentos, sim?) e na semana seguinte estou pesteada.

mas isso não seria o problema se não fosse a falta de educação que reina e, com certeza, precede os prêmios de diferentes tons de verde que se espalham pelas calçadas. no centro, não há calçada de porto alegre que seja livre. sempre tem muita gente circulando. mas isso nunca impede homens e até mesmo mulheres de, sem parar de andar, ou ao menos diminuir o passo, cuspirem a uma velocidade absurda, independente de quem passa por eles e possa levar na cara ou nos pés um desses materiais orgânicos nojentos.

mais interessante ainda são os velhos, o que mostra que a cultura do escarro no chão já não é de hoje. sem cerimônia, puxam do fundo da alma, onde quer que estejam (restaurantes, ônibus, filas de banco), um barulhento projétil. alguns depositam a obra num lenço já amarelado. outros, como é comum nos ônibus, ficam espectorando do lado de quem for, pra depois engolir (realizemos, agora, os perdigotos all over the bus, já que nenhum velho bota a mão na frente da bocarra enquanto faz isso).

seria pedir de mais um mínimo de higiene? decoro, talvez? será que eu sou fresca?

[ Penkala ] 11:00 ] 2 comentários

 
eu uso óculos




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