] terça-feira, setembro 16, 2008
 
mês passado e este estou sentindo um doce gostinho de justiça feita. acredito até mesmo que minha capacidade chegou ao extremo de eu mudar algumas leis burocráticas com a força do pensamento. fato é que quando fiquei sabendo de uma situação extremamente injusta, enlouqueci de tanta raiva. e essa raiva me tornou ninja na arte de rogar praga.

morram aqueles que ficarem falando que raiva não faz bem. todo ser humano tem raiva, é natural e perfeitamente justificável quando se vê, impotente, coisas acontecendo que deveriam ser consideradas no mínimo nojentas.

primeiro passei pelo estágio da pura depressão, no qual chorei litros pensando na situação absurda e no quanto aquilo me aviltava pessoalmente. depois, já psicótica, passei a acreditar que uma praga bem rogada poderia ser capaz de mover montanhas. e eis que me flagrei rogando a mais terrível praga que pode atingir uma pessoa desclassificada, desqualificada, cretina, mau-caráter e, ainda por cima, burra feito uma porta: que a justiça seja feita.

roguei. roguei com vontade. roguei com fé inabalável. roguei feito uma Joan Crawford de cara quadrada e olho vidrado.

no mês passado achei que tinha mais era que me colocar no meu lugar, porque a pessoa "conseguiu" o que queria. não a custa de esforço. não a custa de batalha. não a custa de inteligência. conseguiu, e conseguiu ainda os itens opcionais, todos eles de alto luxo, por conta de uma coisa que delicadamente chamaria eu de rabo. as in "rabo virado pra lua". mas que aqui, como estou sendo, e com orgulho, má, por conta de uma bunda cretina ou, mais ainda, um rabo da mais baixa estirpe.

qual não foi a minha surpresa quando descobri, agora, que não apenas a pessoa perdeu parte dos opcionais e por conta disso se enterrou na lama como, por conta da minha praga ou do bom senso de alguns burocratas de uma certa instituição e outros do governo, a pessoa não apenas perdeu o que ia ganhar (apesar do ganho ser injusto e, a meu ver, abusivamente anti-ético) como ainda vai ter que colocar o rabo entre as pernas porque vagabundagem tem limite e não é porque o Brasil é esse país onde o cu de todo mundo honesto é cu de bêbado que não tem, em algum momento, uma luz que faça certas pessoas enxergarem quanta sacanagem pode ser evitada se certas leis e normas forem feitas com inteligência e honestidade.

pobre pessoa. agora que minha praga deu certo, não tem limite pro que eu vou começar a rogar. porque eu posso até não conseguir as coisas que eu batalho pra ter (por leis como a de Murphy ou, ainda, por puro azar), mas gente cretina que vem ao mundo pra fuder com os outros também não vai ter. se a lei não esmaga gentinha assim, eu me contento com pequenas vitórias. mesmo que seja acreditando que virei uma rogadora de praga faixa preta.

[ Penkala ] 14:31 ] 2 comentários

 
eu uso óculos




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