] segunda-feira, setembro 01, 2008
 
sábado de clássicos aqui, hein? depois de sairmos de madrugada de casa, pegarmos um Montenegro via (São Léo) ops, Tabaí, sentados sobre as rodas traseiras (sim, montenegrão do mal é o único bus que cruza as estradas dessa vida com bancos em cima das roda. qualquer chinelagem de busão urbano aqui de poa tem o chão elevado sobre os rodão. o resultado de andar mais de hora num montenegrão do mal desses é que, com os joelhos nos queixos por todo esse tempo, fica difícil sair caminhando depois) e de passarmos uma manhã e uma tarde afofando os afilhados, cada um mais fofo que o outro, voltamos pra casa e, na maior cara de pau, fomos ver clássicos como se amanhã não houvesse.

claro, na volta, com passagem escolhida ao acaso (na rodoviária de Montenegro, ao que tudo indica, ninguém pode escolher o número do banco), pegamos os dois bancos mais bem em cima das rodas traseiras do que qualquer coisa. mas já que outros bancos estavam vagos, nos mudamos e eu simplesmente apaguei na viagem de volta.

aí chegamos em casa e vimos o clássico, o bizarro, o absurdo ululante e genial piscante FAHRENHEIT 451, filme de 1966 do Truffaut. se ele fosse um filme de agora e fizessem um teaser, um cara com voz cavernosa diria:

"o que você faria se ler fosse proibido?"

o filme se passa num futuro indeterminado onde o mundo das informações é dado por imagens e por áudio. o jornal é tipo uma história em quadrinhos, mas sem letras. o argumento é que a leitura torna as pessoas anti-sociais.

(cá pra mim, seria o contrário: com tanta gente estúpida no mundo, ler é a fuga dos anti-sociais que, por sua vez, o são pra fugir da idiotia alheia. mas aí o filme tem lá na parte final um indício de caça às bruxas quando um personagem fala que os livros são proibidos pra que ninguém se ache melhor que ninguém, pra que todos sejam iguais, porque a sociedade deve ser assim, igualitária. pérola.)

aqui o embed era por request, entonces apenas o link:

cena da queimada da casa dos livros

o filme é um primor de estética, e o argumento, embora tenha alguns poréns, é bem interessante. no final, ficamos, eu e o marido, nos perguntando que, se fôssemos ser livros, que livro seríamos?

aí, quando desligamos o dvd, logo depois começou na NET um outro clássico: HAIR. adoro. bem típico filme norte-americano dos anos 70, Hair tem um argumento interessante, mas é a forma dele que me faz gostar mais ainda desse filme. no auge da revolução do cinema dos EUA, onde os filmes passaram a tender pros dramas pessoais e os temas relativos à Guerra do Vietnam borbulhavam (a guerra durou por toda a década de 60 e acabou em 1975), Hair aparece como filme-manifesto mas, ao mesmo tempo, usando uma das estruturas mais clássicas de sua cinematografia: o musical. o resultado disso é um início inesquecível (when the Moooooon is in the seventh house and Jupitãaaaaaaaaaar aligns with Mars..., que falam do auge da bicho-grilice astrológica nos EUA), seqüências sensacionais (como a do recrutamento de soldados com a música/dança sobre black boys e white boys, uma metáfora sobre a abertura dos comportamentos homossexuais, inclusive entre os militares, e os relacionamentos interraciais), e cenas impagáveis (como a da dança de Berger sobre a mesa do banquete de aniversário ou a música de Berger quando está entrando na aeronave rumo ao Vietnã: "Manchester England England, across the Atlantic Sea, and I'm a genius genius...").

when the moooooooooooooooon...


... I got my ass...


... and I believe that God believes in Claude...


clássicos geniais prum sábado de preguiça pura.




e aí, se tu fosse um livro, que livro serias?

e se fosse um filme, qual serias?

e uma música, qual delas serias?

[ Penkala ] 15:03 ] 5 comentários

 
eu uso óculos




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