] quinta-feira, outubro 16, 2008
 
no dia da prova um aluno me aborda, depois de entregar as questões devidamente respondidas, pra dizer que trabalha com um amigo meu, já que eu me formei em Pelotas (e Pelotas tem apenas uma escola de jornalismo). aí eu comento "é, o * * * se formou um tempo depois de mim..."

ao que o aluno responde: "é? mas ele é bem mais velho... tem tipo 30..."

*perplexidade de quem olha pro espelho e não se conforma com o estado deplorável da pele que um dia foi bonitinha*

*uma piscada ou duas de mais perplexidade*

e eu respondo: "mas EU tenho trinta"

e o aluno, então, faz a cara de "ah, é?"

obrigada, senhor, por esses momentos de rara felicidade mundana e superficial!

...

corrigindo as provas, fico chateada de que algumas respostas são muito, mas muito parecidas com o que o livro dizia, exceto por serem ditas com as palavras do aluno. me sinto fracassada por ter achado que prova com consulta seria uma boa opção. até que me deparo com uma prova muito boa. e vou corrigindo cada questão torcendo pra que o aluno tenha tirado, ali, um dez.

chego ao final feliz e aliviada. o primeiro dez em prova que eu dou na minha vida. porque tem professores que se negam a dar dez (a tal ponto de darem 9,8 e argumentarem que tava tudo certo, mas não tão bem escrito quanto deveria). eu, não. porque o dez quem tira é o aluno, o professor não dá nada. e eu fico bem faceira quando um aluno tira dez.


...

as provas têm tido notas boas, so far. com exceção de uma que não consegui corrigir porque não decifrei a letra. no lugar da nota, no topo da primeira página, em vermelho, escrevi: "traduzir!"

...

no domingo, fiquei fazendo o layout de uma campanha de divulgação. depois de devidamente terminados, dei saída nos materiais, um por um, fechados e certinhos. já estavam em cmyk, já estavam com o texto revisado, já estavam com as imagens devidamente tratadas, em alta resolução e com as devidas sangras. fechei os pdfs com as marcas de corte e tudo o que um material fechado tem direito. um dos materiais foi feito em outra gráfica, que primeiro encrencou que eu deveria fazer em corel porque se era pra corrigir alguma coisa, tinha que ser em corel.

primeiro: se a gráfica me der a licença do corel, com muito prazer eu faço (os próximos materiais), apesar de achar o corel uma temeridade;

segundo: eu não fiz em corel, amigo, portanto...;

terceiro: material fechado é material fechado. se eu mando em pdf, aceite seu destino e imprima, porque é sinal de que eu já revisei ou assumo as conseqüências de uma possível segunda saída por conta de algum erro;

aí eles foram imprimir e... "pára tudo!": "se cortarmos na marca de corte, vamos cortar a mão de uma figura"

parágrafo único: marca de corte é lei. corta ali e pronto. quem disse que layout tem que ter todas as mãos de todas as figuras devidamente dentro do enquadramento? e, porra!, se eu te mando um banner de 2m x 3m, é porque o banner tem que ter 2m x 3m, meu amigo. não mais que isso. mais uma vez: marca de corte é lei e ponto final. como assim "se eu cortar na marca de corte"?

[ Penkala ] 13:00 ] 0 comentários

 
eu uso óculos




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