] sexta-feira, dezembro 05, 2008
 
vicky_cristina_barcelona

barcelona

e então eu não curtia muito cinema espanhol. e nem Almodóvar. com uma peninha disso, porque o Pedro é bacana e os filmes dele são legais, mas eu não era assim, muito chegada. e Woody, que eu não gostava, e que todo mundo sabe, não preciso dizer, porque eu digo isso aqui a cada 15 dias. mas enfim.


Plata Quemada (Marcelo Piñeyro, Argentina, 2000)

faz um tempo agora que eu comecei a entrar mais em contato com minhas raízes (bom, vocês me conhecem pelo nome polaco, mas eu sou Cruz também, sabe?) ibéricas e, aliás, com as latino-americanas também. não que não gostasse dessas minhas raizezinhas antes, mas a cultura latino-americana e espanhola (as in música, artes plásticas, cinema) não era uma coisa que fazia muito parte da minha vida. o máximo que eu tinha contato com isso era a convivência com o idioma, o relacionamento próximo com o Uruguas (sim, u-rú-guas, apelido carinhoso que damos, nós, pelotenses e afins, ao Uruguay), o amor pelo Che, o sonho de conhecer o Chile e a identidade gaucha. aí um dia eu comecei a ver cinema uruguaio, argentino e espanhol. e olhar com outros olhos.


Volver (Pedro Almodóvar, Espanha, 2006)

e agora eu adoro os filmes do Almodóvar. os mais recentes, principalmente.

e eu não gostava da Penélope. que eu via sempre depois que ela virou hollywoodyana. mas aí eu vi Sem notícias de Deus e comecei a gostar da chica.


Sem notícias de Deus (Agustín Díaz Yanes, Espanha, 2001)

e aí essa semana fui ver o novo do Woody Allen. VICKY CRISTINA BARCELONA. a cada ano Woody se supera em fotografia e, também, em roteiro. deixando de lado a mania do humor neurótico, o Woody sobe no meu conceito cada vez mais (apesar de que gosto dos mais antigos, escrachados, completamente doidos, como Memórias de um sedutor, O dorminhoco e Tudo o que você queria saber...). ok, ele desce bem no meu conceito quando escolhe a Johansson como musa, mas tá certo, ele tá caducando um pouquinho. acho ela chata pra caramba, não tem jeito. e não consigo achar aquilo muito bonita também. aquele biquinho que ela faz que parece que deram um soco no lábio superior... sei lá. não funciona comigo.

e talvez tenha sido isso que tenha me agradado mais no VICKY CRISTINA BARCELONA. além da fotografia e dos cenários.


o triângulo, onde ganham destaque os espanhóis

Woody acerta muito muito quando decide se retirar enquanto personagem (sempre o mesmo, infelizmente) - apesar de dar a alguns papéis e, especialmente, ao narrador em voice-over, o seu lugar cravado na sua cinematografia pregressa - e quando coloca no centro da trama o Javier Bardem e, generosamente, Penélope Cruz. porque não me venha alguém dizer que Penélope não está no centro, hein? o filme é de Cruz e Bardem. além de excelentes atores, extremamente naturais mesmo falando inglês. aliás, ponto alto do filme: pessoas que falam espanhol normalmente e, quando falam inglês, é porque são obrigados, pra que se façam entender por quem não quer aprender a língua mesmo estando no país.


Penélope, em cena do filme, como María Elena

só fiquei torcendo, de verdade, pro final feliz: um triângulo entre Vicky, Juan e María Elena. principalmente pra Vicky largar aquele maridinho almofadinha, que me deu engulhos, tamanha chatice. mas nah, Woody não fez final feliz, não. mas nem triste. então ok.

PS: a música tema, que acho que o Woody escolheu porque tem uma leve semelhança com os jazz fofinhos que ele usa nos filmes-nova-iorque dele, não rolou, hein? musiquinha fêa, sabe? mesmo.

[ Penkala ] 09:50 ] 2 comentários

 
eu uso óculos




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