] segunda-feira, janeiro 26, 2009
 
pushing thesis, episódio 3

o pushing thesis já existia, mas não como série. como eu preciso, mais do que nunca, duma coisa pra procrastinar, porque não tenho absolutamente nada pra fazer nessa vida e nem milhares de coisas pra escrever, resolvi, inspirada pela Aurora Sandrita Colunga e pela Maria Leene de la Vega, com uma quase sugestão de Venuss, a mais nova sofredora de pós-graduação (reincidente, a criança), transformar os pilotos pushing thesis 1 e 2 em uma série de verdade. tãrãn:

PUSHING THESIS
Ela tem um dom: faz morrer os vivos. Nada que ela toque pode escapar da fria brisa (do Minuano mesmo, que brisa é coisa de maricas) da MORTE. Num mundo cinza de tristeza, suor, sangue (sangue cinza, que nem no Psicose do Hitchcock) e muitas lágrimas, ela mata qualquer esperança. Ela enlouquece os que têm sanidade média, ela leva ao suicídio o desmiolado, ela deixa tãn-tãn o alegre e de bem com a vida. Nada poderá sobreviver à ela. Ninguém pode deter A TESE. Episódio de hoje: O corpo que cai

...

qualquer coisa que busque desesperadamente um problema pra existir é, com certeza, uma aberração. assim é ela, a TESE, cujo maior problema é conseguir um problema de pesquisa. se engana quem pensa que TESE vai lá e batalha por um problema de pesquisa. ela tem parentes no ministério, mas acessa a via mais rápida: o tio na máfia. se pudesse, como Jeremias, ela matarra mil. mas o problema de pesquisa é algo que só se consegue pensando mesmo. o tio da máfia oferece, até, de cuidar de um ou dois. apresuntar meia dúzia de vagabundo. mas um mail da orientadora avisa: não adianta chorar, e nem matar ninguém. problema de pesquisa tem, basta pensar.

a questão é que o problema de pesquisa é só UM problema na vida duma TESE. pra solucionar o crime, é necessário um corpo do delito. o tio na máfia bem que ofereceu. tinha lá uma série de presuntos já defumados, prontos pra serem usados. não há jeito: é preciso um corpus e, quer saber do que mais?, um objeto de pesquisa.

se eu soubesse que tinha gente que doava o corpo pra ciência antes mesmo de morrer, não tinha dito essa bobagem quando era pequena. "ãin, vou doar meu corpo pra ciência e todos os meus órgãos pra transplante". era glamouroso ter seu esqueleto no laboratório dum colégio estadual, onde os guris de 12 iam sempre perguntar onde ficava o cu? vire-se. ops. dane-se. doar o corpo pra ciência pode ser bem doloroso quando não se morreu. ainda.

a questão é que passei dois anos, DO-ES-A-NOS, sem conseguir definir um problema e um objeto pra essa maldita TESE. a gente acha que vai entrar no doutorado com um projeto, vai sair fazendo tudo, vai ter um objeto bem limpinho e já educadinho pra só pegar e criar. nah. não é nada assim. a não ser, claro, que tu tenha a sorte de manter teu objeto e problema de pesquisa tal qual estava no projeto de tese. mas não conte com isso, filho. se existe meia chance de bagunçar o coreto, essa meia chance vai parar nas mãos de TESE, a terrível.

tu começa achando que mudar o objeto é uma boa porque tu já tá cansada de tanta violência e não aguenta mais ver filmes pesados e ficar deprimida com tanta merda que existe nesse mundo. podes crê, não foi boa idéia. porque tu fica 2 anos sem objeto e aí chega no fim do segundo ano e nem tu te atura mais e queres qualificar mas não tens noção de quando, afinal, essas núvens vão se dispersar (as in abertura dos SIMPSONS) e vais ver o presunto ali no chão, esperando por um exame de corpo de delito. sem corpo no hay crime, e sem crime não tem como a ciência entrar e fazer seu trabalho. nem o Gil Grissom consegue, não vai ser tu, que não tem as pernas tortas, não faz biquinho, não cria insetos e não é surda que vais conseguir essa façanha.

depois de dois anos tu tá lá lendo e, de repente, o corpo estranho, o objeto de pesquisa, essa Quimera muito estranha e fascinante cai na tua cabeça. é bem legal. tu sai gritando (sozinha em casa, assustando o pobre cachorro que só faz te acompanhar por todos os lugares da casa) e "viva!" e "ueba!" e "záz, e záz, e záz!".

acontece que TESE é uma velha mal comida e recalcada e, apesar de não poder usar os préstimos do tio na máfia, te faz sofrer ao menor sinal de felicidade. te faz sofrer sofridinho, até o último fio de sanidade. porque agora, diz a TESE, tu tens que conseguir concatenar tudo isso numa argumentação decente. e, prestenção, E ainda por cima arranjar um bando de autorzinho que seja teu leão de chácara.

TESE fiadaputa dos infernos. guarda o tico do falecido marido numa caixa. de que ministério será seu parente?

[ Penkala ] 16:11 ] 3 comentários

 
eu uso óculos




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