] segunda-feira, março 02, 2009
 
o amor é uma flor roxa, mas bem roxinha



é bonito de chegar num show de rock e ver dois polaquinho, orgulhoso da juba recém cultivada (ano passado ainda eram crianças, os piá que deviam ter lá seus 13, 14 anos), balançando a cabeça e fazendo o símbolo universal do rock'n'roll. felizes da vida, os mandinho ganharam vários acenos da banda, e tomaram água mineral o show todo. é bonito de ver chegar aquela família pai, mãe e guri, o guri devidamente paramentado com seu moicano estilizado. vários pais com filhos. o rock é uma coisa que passa mesmo de pai pra filho. por que não passa de mãe pra filha? por que não de pai pra filha?

poucas mulheres do rock nesse show. reconheci poucas, me incluindo, claro, nessa pouca leva. porque mulher do rock vai pro show mesmo sem o namorado. ou, na maioria das vezes, com o namorado que é um cara do rock. mulher do rock veste calça jeans, camiseta preta, tênis. o que é engraçado é esse gosto que roqueiro jovem-adulto tem pelas patricinhas. várias delas. quase indo de arrasto com o marido ou namorado, penduradas em suas bolsas de patricinha, com seus saltinhos de patricinha e cabelos de patricinha.

mais bonito ainda é ver o tiozinho do rock. o cara que tem a mesma idade dos caras da banda. que viu nascer a banda. o tiozinho do rock vai de calça jeans usada no dia a dia, camisa (mas não daquelas muito sociais, e nem das pólo), usa óculos e tem cabelo grisalho. tipo meu pai. o tio do rock vai pro show sozinho, provavelmente porque a mulher acha que ele tinha que crescer e parar de gostar dessas coisas...

nós, da geração que nasceu quando a banda já fazia sucesso, somos a última geração adulta a ver show de caras que fizeram a história do rock. mas nunca vamos ter a chance de sermos tiozinhos do rock indo ao show de aniversário do Deep Purple.

mas o rock nunca morre. é uma coisa realmente sem igual na nossa era o amor ao rock. que une gente tão diferente e que independe de modinhas. esse amor tá no piá que devia ter seus 15 gritando pros caras da mesa de som que tirassem aquele cd do Charlie Brown que tocava enquanto esperávamos o show começar. esse amor tá no tiozinho que balançava a cabeça, sozinho, no início de cada música. bem comedido. está no pai e filho que foram ao show juntos. está em nós, casalzinho que ficou junto, entre outras coisas, pelo amor ao rock. algumas coisas passam, mas o rock continua. eu curti o show da Alanis? curti, claro. mas Alanis foi meu amor de adolescência. o rock é pra toda a vida.

dum bom show de rock não se sai cansado. se sai surdo, claro. mas sem dor de cabeça. praqueles que gostam de rock, claro. talvez dor no peito, porque o rock sempre retumba. mas a gente sai do show de rock assim, bem feliz, contente por ter ido ouvir uma banda que tem 40 anos e cujo palco foi preenchido com música, com vocal, guitarra, bateria, baixo e teclados. sem muitas frescuras. roqueiro vai pra show com aquela camiseta velha. sapato confortável. cabelão lavado e só.

fui de cabelo roxo. pelos 40 anos de rock do Deep Purple. e valeu.

for those who's about to rock, we salut you!

[ Penkala ] 23:37 ] 2 comentários

 
eu uso óculos




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