] segunda-feira, novembro 09, 2009
 
no início dói. muito. depois dá raiva. e depois dá ódio. e então tu não consegue pensar sem sentir asco. e então vem o veto: nem pintado de ouro. e depois vem uma dor fininha e ela aumenta e um dia tu sente uma coisa horrenda e pensa: comé que eu posso odiar alguém a quem já amei tanto? por quem reservei meu rim em caso de emergência? por quem jurei minha vida?

eu não fui feita pra isso. eu odiei, e jurei que queria que morresse.

mas eu não consigo.

porque agora eu sei que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. porque teve um propósito. porque se não tivesse sido, eu não teria trilhado um caminho que me levou a um certo ponto, com um certo alguém no final, que ainda quero atingir. eu sei que foi um erro, mas tinha que ser cometido. eu sei que a crueldade foi injustificável, mas eu não consigo odiar. porque agora eu sei que isto é o melhor pra mim. não era pra ter sido assim, mas eu não quero que morra. mesmo com toda a judiaria. porque agora eu estou bem. e daqui a pouco, melhor ainda. porque se não fosse, eu não teria o que eu tenho agora como perspectiva. teve um propósito. e tudo o que eu queria era achar o propósito. e eu achei. e isso me dá motivos pra chorar. porque a vida é, afinal, legal comigo.

mas dói. porque como é que a gente consegue, sendo feliz, estando feliz, sentindo o coração cheio de uma coisa legal e pronto pra entregar isso a alguém, odiar? não consegue. eu não consigo. como é que a gente consegue odiar aquele que foi família? não consegue. eu não consigo.

valeu. o mal me fez bem, afinal. I wanna thank you.

[ Penkala ] 23:05 ] 1 comentários

 
eu uso óculos




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