] segunda-feira, dezembro 07, 2009
 
what the fuck is the matter with you people?

tava conversando com um amigo sobre pessoas que têm 18 filhos, e sobre como as pessoas mais imbecis são justo aquelas que mais se reproduzem. se algum retardado vier aqui comentar que eu tou chamando as pessoas de imbecis sem nem conhecer elas, peguemos o atalho: que pessoa com um cérebro pensante e alguma decência é capaz de colocar 18 filhos no mundo? imbecil. eu reitero, repito, enfatizo. em algumas gerações, apenas esta mulher, mãe de 18, vai ter sido responsável por uma pequena população... e quem cuida desses 18 filhos? porque normalmente um monstro desses costuma "contar com ajuda das pessoas" (leia-se viver de doações de pessoas de bom coração). acho bem válido meter 18 criaturas no mundo contando com a ajuda dos outros. fica fácil, né? na hora é bom e depois quem cuida é o governo. até, claro, que virem marginais. e qual o propósito de ter 18 filhos? existe algum, a não ser espalhar a idiotice pelo mundo?

o amigo do outro lado atolado pela estupidez alheia e dizendo que não vai ter filhos. com o único propósito de livrar o mundo tão lotado de mais uma criatura. eu aqui do meu lado pensando exatamente na mesma coisa: como existem pessoas estúpidas neste mundo!

respeito, viu? respeito a opinião dele, porque além de tudo tem lógica. mas eu quero ser mãe e defendo uma outra opinião. e, no fim das contas, ter dois filhinhos no máximo acaba tendo um propósito mais global do que eu imagino. o que vai ser do mundo se as pessoas mais estúpidas continuarem se reproduzindo como coelhos e as pessoas decentes e com algum cérebro insistirem em não ter filhos? tem lógica também, né não? eu acho, por exemplo, que meu amigo seria um pai muito bom caso decidisse ter filhos (ou os tivesse sem querer). eu, apesar do medo de ser péssima mãe, acho que me sairia bem, afinal. e eu acho que a chance reduzidíssima de eu colocar um estúpido neste mundo justifica isso. se depender de mim, filho meu jamais vai tratar mulher como lixo ou que o valha; filho meu jamais vai sacanear as pessoas e nem vai ver propósito em ver uma pessoa se dar mal sem ajudar; filho meu jamais vai fazer cagada e ficar quietinho enquanto outro toma pau; filho meu jamais vai viver em função do próprio umbigo; filho meu jamais vai meter um lápis na impressora por ignorância; filho meu jamais vai achar que pouco estudo basta; filho meu jamais vai viver usando os outros; filho meu jamais vai achar que saber não é importante. filho meu jamais vai bater em alguém porque é de outro time, porque é do sexo oposto, porque é do "terceiro sexo", porque é de outra cor. filho meu jamais vai maltratar um animal - muito pelo contrário: vou fazer um gosto danado se o Pedro Ernesto sair catando cachorro na rua pra cuidar. filho meu, se depender de mim, vai ter o quarto mais bagunçado do universo, mas jamais vai largar lixo na rua.

este mundo tá uma merda e eu vou seguir meus princípios punk-anarquistas: vou fazer eu mesma. faço eu mesma um cientista que descubra alguma grande coisa ou um médico que trabalhe com controle de natalidade; faço eu mesma uma juíza que aprove leis que sejam boas pros seres humanos e pro futuro da humanidade, e não pros grandes empresários ou pra Igreja ou pra um bando de político dominado por empresários e pela Igreja. faço eu mesma a mocinha que vai descobrir a pólvora do tempo dela, ou o guri que vai usar o cérebro pra coisas que realmente importam. eu acho que meus pais foram heróis quando nos criaram - eu e a Nika, que dá aula de natação e gosta de trabalhar com crianças com síndrome de Down - e fizeram um bem quando nos colocaram no mundo. não que eu seja grandes merdas. não sou mesmo. mas no que depender de mim, pelo menos alguns alunos vão aprender a gostar de estudar, ou a fazer publicidade responsável, ou a fazer filmes que sejam importantes. no mínimo, por exemplo, alunos meus jamais vão repetir em nenhum trabalho que "gays estão no grupo de risco pra AIDS" e vão pensar em mim toda vez que pensarem nisso em outras ocasiões. no que depender de mim, as crianças lá em casa vão olhar pro mundo, vão ver coisas erradas e vão dizer: por que esta porra é assim? vamo mudá isso, cacete!

eu vou dar um sermão, que criança não deve falar palavrão, né? mas de resto vou deixar esses monstrinhos se criarem.

[ Penkala ] 13:17 ] 1 comentários

 
eu uso óculos




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