] quinta-feira, fevereiro 11, 2010
 
não sei de onde tirei esta estúpida e ingênua idéia de que, como num verso que a gente acha bonito o suficiente pra recortar e colar num caderno de memórias, a vida reserva pros bons corações um amor de verdade. não sei de onde tirei a idéia boba de que existe mágica, existe alguém caminhando por aí que nem sonha, mas já tá guardado pra mim. também não sei de onde tirei esta impressão de que quando as coisas dão errado pra mim, isso tudo é uma forma de me desviar do caminho que eu estava pro caminho que eu deveria seguir. não sei de onde diabos eu tirei a idéia de que existiria uma imperfeição tão perfeita pra mim que me veria como a imperfeição mais perfeita do mundo. e nem sei como eu cheguei à brilhante conclusão de que, a despeito de todas as coisas legais que eu sou, todas as coisas que realmente têm algum valor inquestionável, existiria essa coisa que seria muito difícil a meu respeito; e que um dia um sujeito muito simples, alguém impensável, alguém inusitado, iria, na sua humildade ímpar, olhar, parar, pensar "ops" e em vez de tentar quebrar, cortar ao meio, metralhar, iria simplesmente dar uns passos pro lado, ir tentando achar uma luz, e então encontraria uma entrada simples num muro alto que todos os outros quiserem um dia despedaçar com picaretas e chutes ou diante do que desistiram.

não sei mesmo. mas eu sou teimosa o suficiente pra continuar achando que algum fundamento tem nesta idéia. um dia, talvez, eu acorde e veja que eu estava realmente sendo estúpida. ou um dia talvez eu acorde e veja que era isso mesmo. porque se pra morrer, basta estar vivo, hoje o prognóstico pode ser simplesmente tão desconhecido quanto o estado do gato de schrödinger. a questão é: o meu gato não seria burro de comer o veneninho. então, pra mim, ele tá vivo sim.

[ Penkala ] 19:33 ] 0 comentários

 
eu uso óculos




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