] quinta-feira, abril 08, 2010
 
ele acordava arfante com a realidade quase material dos sonhos. era o que restava. nos sonhos, vivia uma outra vida, era outra pessoa, realizava o irrealizável. nos sonhos o desejo era uma ordem, e não existiam muros.

mas a realidade dançava na frente do homem. a realidade, pra qual as pontes eram construídas sobre correntes fortes de rios turbulentos. a realidade era uma carta, arrastada por baixo da porta de tempos em tempos, lembrando daquilo que estava tão perto e tão longe, assinada com um beijo que nas letras nunca faz justiça à vontade. a realidade era uma striper triste, isolada, dançando pra um só num bar cheio de gente, e se arrependendo de abrir o casaco. se envergonhando de querer mostrar o coração e pra isso acabar se despindo dos pudores. a realidade era a promessa e era o medo.

outra vez ele deita as costas em cima do sono que não vem. outra vez sonha. outra vez se conforma. outra vez pensa se não prefere sonhar à realidade. antes de notar, adormece. e seu sonho é indolor. é o que resta.

[ Penkala ] 19:29 ] 0 comentários

 
eu uso óculos




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