] quinta-feira, abril 08, 2010
 
na gaveta de todos os meus rancores eu guardo pouca coisa. guardo mais tristezas que ódios, guardo mais desamores. dentro do coração, na gaveta de todos os meus rancores, eu guardo arrependimentos. guardo perda. eu guardo desilusão.

na gaveta de todos os meus rancores, o abuso. e falta que me faz ter vingado o trauma com a certeza da punição. na gaveta de todos os meus rancores, a violência, e os medos que lá guardei junto com a necessidade de abrir o jogo.

na gaveta de todos os meus rancores, os vícios. e minha fraqueza diante deles. minha indisciplina, minha preguiça, minha depressão. na gaveta de todos os meus rancores, a desistência e a negação.

na gaveta de todos os meus rancores, não saber dizer não. não saber dizer sim. não saber ter o pé no chão, não saber voar.

na gaveta de todos os meus rancores eu guardo necessidade. guardo a falta, guardo a precisão. na gaveta de todos os meus rancores, o desejo e a vontade, e a trava ética que me impede de realizá-los.

na gaveta de todos os meus rancores, eu guardo cartas não enviadas. guardo beijos não dados, aceites não expressados, nãos nunca bem ditos. na gaveta de todos os meus rancores, o desencontro. e a impotência. e o coração.

na gaveta de todos os meus rancores eu guardo raiva, eu guardo a mágoa, eu guardo desespero. na gaveta de todos os meus rancores, bem no fundo da gaveta, eu sempre guardo perdão.

[ Penkala ] 02:54 ] 0 comentários

 
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